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Indicação: Série When Calls the Heart/ Quando manda o Coração

13 fevereiro 2019

Foto: Divulgação/Série When Calls the Heart
   Recentemente a Netflix liberou a 5º temporada da série When Calls the Heart ou Quando manda o coração. Essa série me conquistou, estava super ansiosa por essa nova temporada e como é uma série que eu devorei e que sou apaixonada, não poderia deixar de indicá-la para vocês.

   Eu amo romances de época, principalmente aqueles bem leves e gostosinhos, que não possuem cenas improprias e que podemos assistir com a família toda reunida. Quando Chama o coração não poderia ser mais perfeita, inspirada nos livros de Janette Oke e situada no século XIX, a série acompanha a vida de Elizabeth Thatcher, uma dama da alta sociedade, que vivia uma vida de luxo, mas que almejando fazer a diferença na vida das pessoas resolve ir contra o que a família gostaria que ela fizesse e se muda para Coal Valley, uma pequena cidade mineradora onde ela vai perder todas as mordomias a que estava habituada e aprenderá lições valiosas dando aulas para as crianças da cidade.


   Quando Elizabeth chega em Coal Valley uma tragédia ocorreu a muito pouco tempo nas minas, muitas mulheres perderam maridos e filhos na tragédia e muitas crianças perderam os pais, todos estão abalados e as mulheres ainda terão de lutar para manter suas moradias cedidas pela mineradora. A professora portanto não é bem recebida e precisará aprender a se virar sozinha, o que não vai ser nada fácil.

   É em Coal Valley que ela conhecerá o oficial da policia montada Jack Thornton, que descobre que sua transferência foi pedida pelo pai de Elizabeth, encarregado de protege-la, ele não só fica completamente desconfortável com a missão como fica furioso, mas descobre que essa pequena cidade não só lhe reserva grandes momentos como a protagonista é muito mais forte do que ele poderia imaginar.


   A série tem um toque de humor delicioso, principalmente envolvendo a adaptação de Elizabeth a essa vida simples, em um primeiro momento ela chega a pôr fogo na casa, e é muito desastrada, mas apesar de sempre ter vivido com regalias, ela é uma mulher forte, determinada e humilde, sempre colocando os alunos em primeiro lugar e se esforçando para ajudar não só as crianças mas suas famílias.

   Como a tragédia na mineradora deixou muitas traumas na população, acompanhamos o processo de cura, aceitação e vemos um povo se unindo na adversidade e encontrando um no outro forças para passar pelas dificuldades que encontram no caminho.

   A série também reflete os bons valores, ser solidário, ter fé, bondade, união. E apesar de falar dos relacionamento e do dia a dia do povo de Coal Valley, ela não é repetitiva e tem sempre algo acontecendo, novas descobertas, novos amores surgindo, personagens cativantes chegando e aquele quentinho no coração a cada novo episódio, ou o nervosismo quando algo assustador acontece.

   Os personagens são maravilhosos, com destaque para Abigail Stanton, ela perdeu o filho e o marido e é a primeira a estender a mão para Elizabeth quando ela chega na cidade. Ela é uma mulher incrível, uma personagem forte, capaz, batalhadora e é inevitável não torcer por ela. Inclusive, é interessante ressaltar que a série tem foco em mulheres surpreendentes, com uma força incrível e que não são tratadas como seres frágeis e sensíveis, ou incapazes de se virar sozinhas.


   Quando manda o coração é uma série que tem tudo, romance, aventura, descobertas, os personagens tem carisma, as crianças são muito meigas e as problemáticas trazidas na série são muito válidas. Cada episódio insere um novo drama, um trauma a ser superado e é uma delícia ver tudo se acertando no final.

   Nem preciso dizer pra vocês irem correndo assistir, certo? Sério, assistam essa série e se apaixonem como eu e claro, se já assistiu, deixe nos comentários o que achou e qual seu personagem favorito.

   Beijinhos da Andy


Resenha: Filme O Ódio que você Semeia

08 fevereiro 2019


Título: O ódio que você semeia
Direção: George Tillman, Jr
Tempo de duração: 2h e 13min
Gênero: Drama

   O Ódio que você Semeia começa com a Starr de 9 anos, o irmão Seven de 10 e o caçula Sekani, de apenas um ano, ouvindo o pai lhes ensinando sobre como se comportar diante da polícia. Mãos sempre onde se possa ver, não discuta e conheçam seus direitos e valores. 

   Eles moram em Garden Heights, comunidade comandada pelos King Lords, mas não frequentam a escola da comunidade, eles vão para a Willianson todas as manhãs, uma escola de ricos onde Starr mostra sua versão número dois, ela não usa gírias, é boazinha, não é hostil e não dá motivos para ser chamada de garotinha do gueto, já basta ela se destacar como uma das poucas alunas negras da escola. 

   Ela tem amigos brancos e um namorado branco chamado Chris, ambos veem os olhares, porque ele está com ela? Mas ele é uma das únicas coisas boas da Starr versão número 2. Starr está sempre dividida entre esses dois mundos, entre aquilo que é e aquilo que precisa aparentar ser, mas isso está prestes a mudar.

   Em uma festa ela encontra o amigo de infância Khalil, que após uma confusão leva a garota pra casa, mas antes de chegar a casa de Starr, são parados por um policial, mas o garoto não sabe das regras que o pai de Starr lhe ensinou, ele não teve ninguém para ter uma conversa com ele sobre como um negro deve se comportar na frente da policia e ao pegar uma escova de cabelo o policial atira nele e Starr vê o amigo morrendo bem na sua frente.
   Acompanhamos Starr lidando com a perda de Khalil e as consequências disso, o policial desde o principio vai ser protegido e Khalil não tem mais a própria voz, ele é apenas mais um garoto negro, um bandido, traficante, mas Starr sabe a verdade e apesar do medo ela resolve que precisa falar por ele, que a justiça precisa ser feita e ela não pode se calar diante de uma sociedade injusta e preconceituosa.

   Muita coisa vai mudar em sua vida, ela vai rever suas amizades, será perseguida pelo King e vai descobrir o verdadeiro significado de comunidade e o quanto uma família amável, preocupada e determinada faz diferença na vida de uma pessoa.

   Fui pra essa adaptação com a expectativa lá em cima, O Ódio que você Semeia foi um dos melhores livros que li no ano passado e apesar de ser um bom filme, deixou a desejar como adaptação para mim. Personagens que para mim eram significativos na história não apareceram, a forma de abordagem foi menos tensa e menos reflexiva do que o livro em si.

   Apesar de ter ficado emocionada em algumas partes, não senti o mesmo impacto que o livro me fez sentir, claro que não podemos esperar que seja uma adaptação fiel mas ainda sim , acho que faltou muito sabe? o que é uma pena porque amei a atriz Amandla Stenberg como Starr.
   Cenas que julgava serem necessárias não foram expostas da maneira forte do livro, eu queria muito ter amado, mas não amei, claro que precisamos levar em consideração o público adolescente a quem esse filme é direcionado, mas ainda preferia a força do livro de Angie Thomas.

   Devo dizer que é um bom filme, ele tem seu peso, tem partes divertidas e outras emocionantes, traz sua cota de reflexões, é triste  e delicado. É um filme familiar que traz uma reflexão importante para os jovens e para todos. 

   Mesmo que como adaptação não tenha me conquistado, é inevitável que é um filme necessário e que traz o principal, a luta contra o preconceito e a favor da justiça, além de incentivar ao publico a encontrar sua voz, a não se calar diante da injustiça, do preconceito e lutar, mesmo que o final não saia como queríamos, pelo menos fizemos nossa parte.

Resenha: Kindred: Laços de Sangue ♥ Octavia E. Butler

31 janeiro 2019

Foto: Divagações de Leitora
tulo: Kindred: Laços de Sangue
Autor: Octavia E. Butler
Editora: Morro Branco
Páginas: 432

   Dana é uma mulher negra independente de 1976. Ela acabou de se mudar com o marido Kevin pra uma casa nova, mas enquanto arruma os livros na estante algo surpreendente acontece. Após um momento de tontura ela se vê em um lugar completamente diferente, uma floresta em frente a um lago onde um garotinho ruivo está se afogando. Ela salva Rufus e quando o pai do garoto lhe aponta uma arma, ela se vê novamente em casa diante de um marido perplexo, que lhe diz que ela sumiu durante alguns segundos, quando na verdade ficou um tempo bem maior naquele lugar misterioso.

   Kevin chega a pensar que pode ser um sonho, uma ilusão, mas como explicar as roupas molhadas e sujas da esposa? Além disso esse não vai ser um caso isolado, no mesmo dia ela volta e dessa vez encontra o mesmo Rufus, alguns anos mais velho, e o salva de um incêndio. 

   Tentando estabelecer uma conexão com o garoto, Dana descobre que ele é um de seus antepassados e que está em 1815, um tempo perigoso para uma mulher negra, além de um período escravocrata e muito machista, o pai de Rufus é um senhor de escravos e ela corre perigo enquanto permanecer nesse lugar. Além disso, Dana não é como os outros negros, ela não fala errado, sabe ler e veste roupas de homem, o que aumenta ainda mais a desconfiança dos brancos.

   Dana vai sentir na pele a escravidão, ela voltará varias vezes à essa fazenda, sempre quando Rufus está em perigo. Terá que trabalhar, levará surras e quase será estuprada algumas vezes, chegando a levar Kevin consigo em uma dessas viagens no tempo e sempre voltando para casa quando ela mesma corre risco de vida.

   Apesar de forte e determinada, ela ficará em dúvida entre salvar seu antepassado que mais tarde se tornará alguém terrível e mante-lo vivo para que ela mesma venha a existir futuramente; entrará em conflito com seus ideais e terá que se submeter e fazer coisas que nunca pensou fazer. 
 "O garoto estava mesmo crescendo enquanto eu o observava; crescendo porque eu o observava e porque ajudava a mantê-lo seguro. Eu era a pior guardiã possível que ele podia ter, uma negra para cuidar dele em uma sociedade que via os negros como sub-humanos, uma mulher para cuidar dele em uma sociedade que via as mulheres como eternas incapazes. Eu teria que fazer tudo o que pudesse para cuidar de mim mesma. Mas o ajudaria da melhor maneira que conseguisse."
   Kindred é um livro no mínimo impactante, ele é tenso, instigante e no meu caso, transformador. É impossível ficar impassível diante do que esse livro trás, suas reflexões e principalmente, suas verdades. 

   Octavia Butler escancara a escravidão e sua injustiça, nos faz pensar em toda a crueldade cometida contra os negros e como esse momento da história ainda reflete nos dias atuais. Ela expõe o tratamento direcionado aos negros, nos mostra as atrocidades que os brancos, que se julgavam superiores, cometiam contra homens, mulheres e crianças. 

   Em muitos momentos minha garganta se apertava e era difícil continuar a leitura, mas me trouxe tantas reflexões e tem uma voz tão marcante e necessária que acredito que todos precisam ler esse livro, ele incomoda e abre os nosso olhos, nos fazendo olhar para o nosso momento atual e revisarmos nosso comportamento e atitude.

   Livros que me trazem tanta reflexão e que são tão intensos como esse sempre me trazem uma sensação tremenda de felicidade, é maravilhoso ter um livro que fale de forma tão verdadeira sobre injustiça social, machismo, preconceito e de forma tão bem construída e com uma narrativa tão fluída e cheia de reviravoltas. Eu fiquei simplesmente fascinada com essa história, sua profundidade e força.

   Digo que mesmo falando de temas pesados e contendo cenas angustiantes e que trazem revolta ao leitor esse é um livro necessário, todo livro que traz as reflexões que esse livro traz, merece não só ser lido mas comentado e indicado aos quatro cantos.


Resenha: O Amor nos Tempos do Ouro ♥ Marina Carvalho

29 janeiro 2019

Foto: Divagações de Leitora
tulo: O amor nos tempos do ouro
Autor: Marina Carvalho
Editora: Globo Alt
Páginas: 328
   "Todavia, o desejo de  estar no local onde os negros festejam não cessa dentro de mim. Percebo que nem os grilhões e correntes, grades e açoites são suficientes para calar a voz e a necessidade de liberdade daquela gente. São fortes, dentro de suas possibilidades. Ah, que ventura se eu tivesse um quarto de sua coragem."
   Já imaginou como seria perder seus pais e seus dois irmãos em um trágico naufrágio e além de se ver completamente sozinha, ficar sob a guarda de um tio que só pensa em si mesmo e que vai obrigá-la a se casar com um homem que mal conhece, deixando a casa onde cresceu na França para ir de navio ao Brasil, onde seu tio e o futuro marido a aguardam?

   Isso é o que acontece com Cécile Lavigne, a jovem de 19 anos, além de suportar a dor de perder todos que amava, ainda passará por muitas dificuldades desde sua viagem ao Brasil e chegando nessas terras desconhecidas para ela. A francesa é corajosa, orgulhosa e fala o que pensa, o que irrita ainda mais seu tio Euzébio, que não vê a hora de se livrar da sobrinha insolente.

   Cécile quer morrer, a travessia de dois meses até a casa do tio foi extenuante e ao chegar parte quase que imediatamente para Vila Rica, onde o futuro marido Euclides de Andrade, um velho abastado fazendeiro das minas de ouro de Minas Gerais, lhe aguarda.

   Ela atravessará o Caminho Novo por cerca de 14 dias junto a uma comitiva e o responsável por leva-la em segurança é Fernão, um belo homem que enriqueceu com a mineração e pequenos trabalhos realizados aos mais abastados, tendo como último trabalho escoltar Cécile à Vila Rica.

   A viagem não será nada agradável, uma tempestade destrói o coche e ela quase é violentada por um membro da comitiva, sendo salva nos dois episódios pelo bruto Fernão e tendo que passar o resto da viagem montada em seu cavalo, mas o que a espera em Vila Rica é muito pior, além de o povo ser extremamente religioso, o futuro marido é cruel, impiedoso.
   "Não foi a chegada repentina de Euclides que pegou todos de surpresa, mas o modo como ele agarrou Cécile pelo braço - com tamanha violência e ira, destinadas apenas aos seus inimigos- e o autoritarismo presente em sua voz."
   Fernão se arrependerá por não ter cedido ao pedido de ajuda de Cécile ao ver o tratamento que Euclides lhe dirige, principalmente após bater nela por ajudar o negro Hasan, deixando-a trancada sem se alimentar dentro do quarto. Fernão tenta bolar um plano para levar a moça embora da fazenda, contando com a ajuda de alguns escravos, mas será que dará certo? E se der, por quanto tempo eles poderão se esconder da ira de Euclides?

   O amor nos tempos de ouro foi uma bela surpresa, é um livro delicioso de ler. Confesso que ter um romance de época que se passe no Brasil e em Minas Gerais, minha terra, foi um dos principais motivos para querer ler esse livro, mas ele superou o que esperava.

   Marina Carvalho foi muito cuidadosa com o contexto histórico e apesar do foco da narrativa ser o romance um tanto quanto improvável de Cécile e Fernão, ela soube inserir na história o contexto da época, foi verdadeira nas descrições do contexto minerador e exploração dos negros, desde as viagens nos navios negreiros onde muitos morriam antes de chegar ao destino ao modo como eram tratados ao chegar nessas terras.

    Além de inserir os escravos, sua exploração pelos grandes fazendeiros e suas péssimas condições de trabalho, inseriu também os indígenas, apesar de ter sido pouco explorado na obra como um todo. Somos inseridos num quilombo e à algumas tradições dos negros da época que são muito interessantes e queria, sinceramente, que tivesse sido explorado em sua totalidade.

   Os personagens são cativantes à sua maneira, Cécile é uma mulher forte e gentil, ela trata aos negros como deveriam ser tratados e apesar de sua origem nobre não se acha superior a ninguém. Fernão é bruto, turrão sabe? Mas mostra que tem um bom coração, não só no modo como trata os negros e índios mas nas atitudes que toma ao longo da história.

   Temos também Hasan, Malikah e Akin, escravos de Euclides que são fundamentais para a história. Akin é tão encantador que queria abraçá-lo e ambos são personagens que queria proteger. Eles são solidários, amigos e possuem uma força extraordinária que a escravidão não consegue tirar. Fiquei encantada em saber que o segundo livro vai focar na personagem Malikah e espero encontrar uma bela história e um final feliz para uma mulher que sofre tanto no primeiro livro.

   O livro é narrado em terceira pessoa, variando entre Cécile e Fernão, mas durante a leitura temos trechos do Diário de Cécile, dirigidos aos parentes que perdeu e mais tarde temos também cartas de Fernão para Cécile, cartas que ele guarda para si, mas que me davam um quentinho no coração durante a narrativa, inclusive tem uma carta que se tivesse sido escrita para mim me deixaria apaixonada.

   O amor nos tempos do Ouro foi uma leitura que além de agradável me deixou feliz. Ela tem reviravoltas e muita coisa acontece desde o momento que eles decidem fugir de Euclides até o final do livro, amores vão surgir, alguém improvável vai virar mocinho e uma tragédia nos deixa de coração partido. 

   Apenas digo para lerem esse livro e fico na expectativa de que mais pessoas amem essa história tanto quanto eu amei.  


Resenha: 13 dias de Meia-Noite ♥ Leo Hunt

24 janeiro 2019

Foto: Gettub
tulo: 13 dias de Meia-Noite
Autor: Leo Hunt
Editora: Fantástica Rocco
Páginas: 288

   Luke Manchett acaba de descobrir, através de uma carta, que o pai, um famoso apresentador de um programa de caça-fantasmas, faleceu. Pela carta ele é chamado à comparecer a uma reunião, em uma agência de advogados, para analisarem os detalhes do testamento.

   Luke não era próximo do pai, ele tentou entrar em contato algumas vezes, mas após o pai abandonar a família quando o garoto tinha 6 anos, o maior contato que tinham era quando Luke, ocasionalmente, via o pai na televisão com suas roupas e gestos extravagantes.

   Indeciso entre contar ou não para a mãe, já que desde a separação ela praticamente não faz nada e passa dias de cama quando tem as crises terríveis de sua doença e sem saber como ela vai reagir à morte do ex marido, Luke vai para a reunião sozinho. 

   Todo o processo é estranho, desde a entrada de Luke na agência até a conversa com o advogado, mas ele para de pensar nisso quando percebe a quantidade de dinheiro que ganhou, nada mais que seis milhões de dólares que vem acompanhados dos 9 anéis que o pai usava, uma espécie de livro que não abre e muitos papéis escritos em uma língua estranha.

   A única coisa que ele consegue pensar é no dinheiro que vai ganhar, ele praticamente começa a agir no automático, mas as coisas ficam estranhas logo após assinar os papeis da herança. Dois caras estranhos começam a encará-lo no ônibus e ficam vigiando o garoto enquanto ele está com os amigos, além de Luke escutar barulhos estranhos e o café da manhã aparecer misteriosamente preparado para ele.

   Claro que não acaba por aí, Luke começa a ver espíritos, e como se isso não bastasse, descobre que o pai era um Necromante e que além dos seis milhões de dólares, ele herdou uma legião com 8 almas que agora servem à Luke, mas que estão loucos para se aproveitar da inocência do garoto e matá-lo.

   Com a ajuda de Elza, uma garota que ele costumava evitar e que possui clarividência, Luke precisa aprender a liderar a legião o mais rápido possível, abrir o livro que insiste em permanecer fechado, entender os rabiscos do pai e tudo até o Halloween, quando os espíritos estarão fortes o suficiente para matá-lo em troca de liberdade.

   Para ser bem sincera o início do livro me deixou bem entusiasmada, apesar de Luke ser um personagem irritante e cheio de defeitos, a narrativa é rápida e cheia de reviravoltas, é inevitável não ficar preso e imaginando o que vai acontecer em seguida. Para mim Elza é mais interessante que o protagonista e é engraçado a garota estranha que Luke evita, ser a única que pode ajudá-lo. 

   Cada um dos espíritos tem características bem marcantes e ao mesmo tempo que sentimos empatia por um, odiamos o outro e sinceramente, acredito que o melhor personagem do livro seja um deles, mas para descobrir qual vocês vão ter que ler o livro.

   O livro tem um humor negro bem interessante, em algumas partes me peguei rindo e logo depois pensava no quanto isso era cruel, mas a verdade é que me diverti durante a leitura.

   O final me decepcionou um pouco ao mesmo tempo que me surpreendeu, algumas coisas não fizeram muito sentido, mas achei a escolha de "herói" do livro bem instigante, além de improvável.

   Como um todo é um livro bom pra passar o tempo, é interessante mas não chega a ser um livro fantástico. Sugiro que leiam sem expectativas, assim fica mais fácil gostar dessa história maluca e se divertir.


Resenha: O Colecionador ♥ John Fowles

15 janeiro 2019


tulo: O Colecionador
Autor: John Fowles
Editora: Darkside
Páginas: 256

   Em O Colecionador conhecemos Frederick Clegg, um homem solitário que é completamente obcecado por uma jovem artista chamada Miranda, ele a segue para descobrir onde ela mora, está sempre em busca de novas informações sobre ela e apesar de se achar um homem admirável sabe que não é atraente para atrair o olhar de uma mulher tão bela e culta.

   Ele apenas a observava à distância, mas após ganhar muito dinheiro em uma aposta de futebol, Fred começa a sonhar com uma vida com ela e planeja um modo de esses sonhos se tornarem realidade.
    "O sonho começou com Miranda sendo atacada por um homem e comigo correndo em sua direção para salvá-la. Depois, de repente, transformei-me no atacante, mas não lhe fiz mal algum; limitei-me a capturá-la e a levá-la no meu carro para uma casa longínqua, onde a conservei cativa de uma forma imensamente agradável."
   Acreditando que se Miranda passar um tempo com ele acabará se apaixonando, ele compra uma casa antiga nos arredores de Londres com um porão grande que ele logo adapta para servir de quarto. Nessa casa ele poderá aprisionar Miranda sem levantar suspeitas e planeja minuciosamente cada detalhe. 

   Com o clorofórmio em mãos ele engana Miranda pedindo sua ajuda e a leva para a casa onde a manterá prisioneira, mas ao invés de corresponder aos sentimentos dele a jovem o despreza, se julgando muito superior a ele. 
   "Não resistas, não resistas!"
   Na segunda parte do livro temos o ponto de vista de Miranda, através de seu diário, onde ela coloca seus sentimentos e fala sobre a tortura de seu cativeiro. Miranda é uma jovem cheia de vida e se vê presa exatamente como as borboletas que o seu sequestrador coleciona. Ela apelida Fred de Calibã e temos todas as suas reflexões durante o cativeiro e como estar presa lhe trouxe uma nova perspectiva sobre a vida. 

   Ela nos conta sobre a família, sobre seus desenhos e sobre GP, um artista admirável que lhe ensinou muitas coisas, mas que percebemos que a manipulava, tentando enfiar em sua cabeça as ideias, visões dele e ela tenta fazer o mesmo com Calibã.
   "Um dia mostrou-me aquilo a que chama a sua garrafa da morte, com a qual captura insetos. Eu também estou presa nessa garrafa. Estou esvoaçando contra o vidro. Como posso ver através dele, ainda penso, por vezes, que posso fugir. Tenho esperança. Mas é tudo uma ilusão."
   Esse livro foi no mínimo perturbador para mim, ele mexeu comigo e tive sentimentos conflitantes durante toda a história. Por um lado havia momentos que sentia pena do personagem principal, ele é asqueroso, calculista, obcecado e é impressionante o quanto ele tenta a todo momento manipular nossa personagem, ao mesmo tempo sentia um ódio tão grande por ele, por priva-la de sua liberdade e achar que está agindo corretamente, por amor.

   Fiquei angustiada e tensa durante todo o livro, Miranda não é uma personagem perfeita, ela tem defeitos e assim como Fred tenta manipulá-la, ela tenta manipulá-lo. Me colocava no lugar dela durante a leitura e me sentia completamente perdida, claustrofóbica, querendo a todo custo ajuda-la e a cada tentativa de fuga eu torcia para que ela conseguisse se libertar.

   A segunda parte onde temos o Diário de Miranda foi o que mais gostei, é desesperador, apesar de suas divagações sobre GP em alguns casos serem bem entediantes.

   A escrita do Jonh Fowles é incrível, ele sabe exatamente como prender o leitor e mexer com nossas emoções, senti um pouco do que senti quando li Lolita, aquele nojo pelo protagonista ao mesmo tempo que me encantava com a escrita, que em alguns momentos me fazia sentir empatia por um personagem tão vazio e asqueroso.

   O final pra mim me deixou sem folego por ser tão real, tão cru. Terminei o livro tão indignada que não sabia se gostava ou odiava esse livro, mas percebi que o que odiava mesmo era o personagem e não o livro em si e para mim foi uma leitura diferente e que me surpreendeu positivamente.

   Claro que não é um livro para todas as pessoas, é preciso ter estômago, mas se você é o tipo de pessoa que gosta desse tipo de livro, se quer uma história onde podemos entrar na mente de uma pessoa perturbada, obcecada e ter pontos de vista tanto do sequestrador quanto da pessoa sequestrada, vai gostar muito dessa história. 



MELHORES LIVROS DE 2018 E UMA BREVE RETROSPECTIVA LITERÁRIA

Foto: Arquivo Pessoal
   Talvez esse seja o post mais aguardado e mesmo saindo um pouco mais tarde do que o esperado, aqui está ele finalmente.

   Ano passado eu li 71 livros, poucos livros me decepcionaram ou foram uma experiência realmente ruim, por isso, foi muito difícil separar os 12 melhores pra trazer aqui pra vocês. Resolvi fazer um vídeo pra mostrar esses livros pra vocês e não deixem de vê-lo por completo, tem muita indicação maravilhosa.

Metas Literárias para 2019

11 janeiro 2019

Foto: Acervo pessoal
    Oi meus amores, como vocês estão?

   Início de ano é sempre tempo de estabelecer metas que tentamos alcançar durante o ano, não é mesmo? Apesar de nem sempre conseguir alcançar as metas a que me proponho, acredito que é sempre bom estabelecê-las, isso me ajuda a focar naquilo que quero e correr atrás.

   Por isso, resolvi compartilhar com vocês as minhas metas literárias desse ano e espero conseguir cumprir todas elas. 

Resenha: Romance com o Duque ♥ Tessa Dare

08 janeiro 2019


Foto: Divulgação/Romance com o Duque
tulo: Romance com o Duque
Autor: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Avaliação:★★

"Mas enquanto ele a beijava, algo saiu muito, muito errado.
Dessa vez ela retribuiu o beijo. Não com mera curiosidade ou entusiasmo inexperiente, mas com uma paixão encantadora, desenfreada, que fez doer seus ossos."

Resenha: Filme Bird Box

21 dezembro 2018

Foto: Divulgação/ Filme Bird Box
Título: Bird Box
Direção: Susanne Bier
Tempo de duração: 2h e 4m
Gênero: suspense

   Caixa de Pássaros do autor Josh Malerman é um dos meus livros favoritos e, talvez por isso, quando a Netflix divulgou que faria a adaptação eu fiquei ao mesmo tempo entusiasmada e receosa, afinal, nem sempre as adaptações satisfazem os leitores e correspondem ao livro, principalmente se é um livro que você ama.

   Apesar do medo, estava louca para assistir a adaptação que estreou hoje na Netflix e claro, fui correndo assistir e não deixaria de trazer aqui pro blog a resenha de um filme tão esperado.

Resenha: O menino que desenhava monstros ♥ Keith Donohue

18 dezembro 2018


Foto: Retirada da Internet
tulo: O Menino que Desenhava Monstros
Autor: Keith Donohue
Editora: Darkside
Páginas: 256 


” Ultimamente, os monstros vinham persegui-lo dentro dos sonhos. Eles pousavam a mão em seus ombros. Sussurravam em seus ouvidos enquanto ele dormia…”

   Jack Peter, ou Jip, tem dez anos e possui a Síndrome de Asperger, considerado um caso leve de autismo, mas seu quadro se agravou quando ele quase se afogou e adquiriu Agorafobia (medo de espaços abertos), desde então Jack não sai de casa, exceto para visitas esporádicas ao medico que são sempre uma tormenta para os pais e o menino.

 

@Andy_vieira88

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