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06 julho 2018

Resenha: Tudo e Todas as Coisas ♥ Nicola Yoon

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Foto: Blog Sai da Minha Lente
Título: Tudo e Todas as Coisas
Autor: Nicola Yoon
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304

"Na verdade, há apenas uma única coisa que eu desejo: uma cura mágica que me permita sair correndo, livre, por aí, como um animal selvagem, mas nunca fiz esse pedido porque sei que é impossível."

   Madeline Whittier é portadora de IDCG, uma doença rara que faz com que sua imunidade seja quase inexistente, basicamente, ela é alérgica a tudo. 

   Pouco depois de seu pai e seu irmão morrerem em um grave acidente de carro, quando a garota era apenas um bebezinho, Madeline foi diagnosticada e passou a ser criada dentro de casa sob o olhar atento de sua mãe, que também é sua médica, e de sua enfermeira Carla.

   Tudo vai bem em sua vida, ela se conformou com o fato de que é assim que terá de viver e em seu quarto branco, de móveis brancos, passando seus dias imersa nos livros, jogando e vendo filmes com a mãe, conversando com Carla e fazendo suas aulas online, já que deseja ser arquiteta.

   Ela não deseja mais do que já tem, até o momento que uma família se muda para a casa ao lado e pela janela ela vê Olly. Olly com suas roupas pretas e aquele sorriso, que faz de tudo pra chamar sua atenção e que começa a conversar com ela pela internet, Olly engraçado e compreensivo que se torna o amigo que ela nunca teve, mas sempre desejou ter. É esse rapaz que vai mudar Maddy, que fará ela desejar viver realmente, que lhe fará refletir e que trará tantas mudanças na rotina da jovem.

   Ela passa a se dar conta de tudo o que está perdendo e sente o peso dessa doença, de não poder estar livre para fazer as próprias descobertas e experimentar coisas novas.

   Você imagina como seria viver quase 18 anos enclausurada dentro de casa sem contato com o mundo ou com outras pessoas? Como escolher entre sobreviver e viver? Será que vale a pena se arriscar por amor ou viver alguns instantes de liberdade em troca de uma vida inteira presa?

   Narrado em 1ª pessoa, o livro possui ilustrações, listas, gráficos, desafios e até mesmo resenhas literárias e anotações, o que deixa a leitura ainda mais dinâmica e gostosa, não que a autora precisasse desses recursos, a escrita de Nicola Yoon por si só já é bem leve, gostosa e divertida. 

   Maddy é o tipo de personagem que cresce muito ao longo da narrativa, é uma personagem que cativa,  que tem sonhos e que nos traz reflexões. Seu relacionamento com a mãe é muito bonito, elas são muito próximas e ela se vê em conflito ao ter que esconder Olly dela, já que a mãe nunca permitiria que eles se envolvessem ou que ela arriscasse a própria vida.

   O casal é muito fofo, é delicioso ver o relacionamento entre eles evoluindo e o quanto se apoiam um no outro. O legal é que Olly também tem suas complexidades, o pai é alcoólatra, agressivo com a família e apesar dos atritos e da violência dentro de casa ele é um rapaz alto astral, que faz a personagem e o leitor sorrir.

   A única coisa que me incomodou em relação ao livro foi que há uma reviravolta no final que mexe completamente com a vida de todos e eu queria que a autora tivesse se aprofundado mais em como todos ficaram depois disso, mas se eu falar mais alguma coisa vou dar um baita spoiler, por isso vou acabar por aqui rs.

   Esse foi um livro que me fez sorrir, que me trouxe aquela sensação gostosa no coração e que me deixou apaixonada pela escrita da autora. A leitura foi muito rápido e no final fiquei querendo ainda mais.

“O amor torna as pessoas loucas.”

04 julho 2018

Resenha: Filme O rei do Show/ The Greatest Showman

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Foto: Divulgação/Filme O Rei do Show
Título: O Rei do Show/The Greatest Showman
Direção: Michael Gracey
Tempo de duração: 1h e 44m
Gênero: Musical

   Fazia um bom tempo que me empolgava tanto com um filme, confesso que me surpreendi muito e não sei como ouvi falar tão pouco sobre O Rei do Show. Apesar de não ser muito fã de musicais, o trailer desse filme chamou muito a minha atenção e apesar de só ter conseguido ver esse filme agora, não me decepcionei.

   O Rei do Show foi lançado em dezembro de 2017 e é inspirado na vida de P. T. Barnum, showman e visionário do século XIX, considerado um dos pioneiros do circo, mas é importante ressaltar que o filme é uma versão bem romantizada da vida real de Barnum.

   No início do filme temos um Barnum sonhador, o garoto pobre perde o pai cedo e enfrenta muitas dificuldades e desafia barreiras se casando com a filha do ex patrão de seu pai, por quem é apaixonado desde a infância.

   Em um primeiro momento já podemos perceber um pouco de sua ambição e também vemos que ele pode ser bem astuto, até enganador, mas é no momento de maior crise que  ele usa sua criatividade para se recuperar, pegando um  empréstimo no banco (dando uma garantia enganosa), ele compra um museu de curiosidades e reúne diversas pessoas diferentes, interessantes e porque não dizer, exóticas, para estarem juntas em um palco.

Foto: Reprodução/O Rei do Show
   Claro que ele vai aumentar algumas coisas, mentir em alguns momentos para chegar onde deseja e apesar de estar conseguindo um grande sucesso com seu show, sua obsessão pela aceitação da sociedade o leva a grandes problemas e a cegueira do poder lhe afasta de suas convicções.

   Apesar de saber que o foco do filme é a vida desse homem visionário, confesso que queria muito mais dos outros personagens, principalmente porque a maioria deles é imensamente interessante. O show reúne pessoas excluídas pela sociedade, julgadas pela aparência, pela cor de sua pele e seria incrível se o filme tivesse focado também nesses personagens e seus conflitos e dificuldades.

   Ainda assim, foi um filme que me fez sorrir e que me emocionou, Hugh Jackman se aprofundou muito no personagem e teve uma atuação maravilhosa, além disso, foi a primeira vez que terminei um filme e fui correndo atrás da trilha sonora, as músicas, pra mim, combinaram muito com o filme, são marcantes, empolgantes e grudaram em minha mente, sério, me pego cantarolando This is me e Never Enough em momentos variados do meu dia.

   E pra finalizar, preciso destacar a atuação de Keala Settle, que interpretou a mulher barbada, que mulher espetacular, que voz e acredito que esse filme não teria sido o mesmo sem ela.

   Acho que deu pra ver que eu realmente amei esse filme né? Eu indico muito, principalmente para quem gosta de musicais.

Foto: Reprodução/O Rei do Show

30 junho 2018

Entrevista com a autora nacional Nina Spim

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   Oi meus amores, hoje eu trouxe pra vocês uma entrevista muito especial, com uma autora brasileira que conquistou o meu coração. Se vocês acompanharam as últimas resenhas sabem que tive uma experiencia deliciosa com a escrita da autora Nina Spim e que ela aborda temas incríveis como depressão.
   
   A Nina é uma fofa e eu amei entrevistá-la. Tenho certeza que se você não a conhece ainda, vai terminar essa entrevista querendo ler pelo menos um de seus contos.


   Quando você começou a escrever e o que te inspirou?

   Eu escrevo desde os onze anos, mas percebi que poderia seguir essa área a partir dos dezoito, quando comecei a publicar fanfics e a receber feedbacks positivos. De início, eu me inspirava muito na Meg Cabot, que foi uma autora muito importante para eu começar a encontrar a minha voz na literatura. 

   Você escreve sobre temas bem variados e que, geralmente, não vemos ser retratados na literatura, como a deficiência visual e depressão. O que te motivou a escrever sobre esses temas?

   Caleidoscópio, que fala sobre a deficiência visual e Imersão, que fala sobre a depressão, foram escritos para o Brasil em Prosa/2015 e eu quis abordar assuntos diferentes para não cair na "mesmice", então, essa foi a motivação: me distanciar do óbvio.

   Quais os temas que mais gosta de abordar?

   Depende do que os personagens me apresentam. Confesso que não tenho muito controle sobre os assuntos que escrevo, eles vão aparecendo conforme a necessidade dos personagens e das histórias. Mas, ultimamente, tenho investido bastante na saúde mental, porque sei da importância que é dizer que é possível encontrar esperança, por mais difícil que seja e por mais solitário que você se sinta.

   Nos seus contos há bastante diversidade, por isso é fácil se sentir representado, além disso, você passa bastante verdade com o que escreve. Essa realidade que você consegue transmitir para o leitor é consequência de experiências pessoais? Você pesquisa muito sobre os temas que vai abordar? 

   É meio impossível não escrever sobre algo que passei ou que conheci, porque essas experiências ajudam muito no processo, mas a pesquisa é sempre a maior parte da escrita. E eu bato muito nessa tecla: não existe livro sem pesquisa, porque a literatura não é mera imaginação. Se você quer passar verdade, precisa estudar sobre o que está escrevendo. 

   Você se inspira em algum autor ou em alguém para escrever seus contos? Qual seu autor favorito?

   Não. Eu encontrei a minha voz na literatura com a ajuda de muitos escritores, mas hoje não me inspiro em ninguém. Hoje, minha autora favorita é a Virginia Woolf, mas não acredito que me inspire nela para escrever.

   Os contos que mais me marcaram foram os que falaram de depressão. Como foi falar sobre isso? Como você se sente ao saber que esses contos fazem com que pessoas que passaram por isso (como eu) se sintam representadas e menos solitárias em sua dor? 

   Foi bem doloroso, porque é, também, expressar sobre algo que eu reconheci em mim mesma há algum tempo. Eu escrevo sobre o assunto justamente para surtir essa representatividade e para lembrar que existe esperança, apesar de parecer muito difícil. E que, claro, ninguém precisa carregar tudo isso dentro de si sozinho. 

   De onde vem os personagens? De alguma forma se relacionam com alguém que conhece?

   Muito pouco. Sou mais de pinçar características breves e específicas de alguém, mas nunca escrevo 100% sobre pessoas que conheço ou conheci.

   Enquanto está escrevendo, você partilha suas histórias com mais alguém? Pede conselhos?

   Sim, com amigas que também escrevem e em quem confio.

   Como é seu processo de escrita? Você prefere o silêncio ou uma música? Quanto tempo dedica a isso?

   Eu sou a louca das músicas instrumentais, então, utilizo-as com muita frequência. Eu tento me dedicar por pelo menos meia hora por dia, mas confesso que nem sempre cumpro a meta.

   Qual conto ou livro de sua autoria é seu favorito ou com qual você se identifica mais?

   Eu tenho um apreço gigante por Sutilmente, porque é uma história que me trouxe muitas alegrias e que eu tive que me empenhar mais para encontrar o tom adequado. 

   Como você se mantém inspirada e o que faz quando passa por um bloqueio criativo?

   Eu faço caminhadas e medito. Geralmente, essas coisas "limpam" a minha mente e me fazem pensar melhor, com mais foco. 


   Espero do fundo do coração que tenham gostado da entrevista. Se quiserem ver a resenha dos contos da Nina é só acessar os links abaixo.



26 junho 2018

Resenha: Conto Outra Vez ♥ Carolina Gama

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   Quem acompanha o blog sabe que sou apaixonada por contos e quando recebi a proposta da Carolina Gama para ler seu conto e fazer uma resenha pra vocês, claro que fiquei super empolgada pra começar essa leitura. 

   Outra Vez é bem curtinho, mas nas poucas 32 páginas a autora nos apresenta Juliana, uma garota comum, focada nos estudos e fechada em si mesma. Conhecemos a rotina da personagem e somos introduzidos aos seus pensamentos e sentimentos.
   A garota mora sozinha e tudo parece normal em sua vida, até o momento em que em uma aula da faculdade ela percebe um garoto que a olha diferente e ao se aproximar da personagem afirma não somente conhece-la, mas ser seu namorado. Claro que nossa primeira reação é achar esse cara completamente louco, mas ele sabe coisas sobre Juliana que ela nem poderia imaginar e vai por a prova tudo que ela sabe sobre si mesma.

   O que aconteceu? Quem é esse Marcos? Como ele sabe tanto sobre ela? Será que ele é realmente quem diz ser? 

   Essas são perguntas que vocês só irão descobrir lendo esse conto e aproveitem que ele está disponível gratuitamente pelo kindle unlimited e o preço do ebook está bem baratinho na Amazon, é só clicar aqui para adquirir.

   É um conto bem gostosinho, de se ler rapidinho e que deixa aquele gostinho de quero mais quando terminamos. Quem sabe não pode virar um livro?

   A autora é uma fofa e se vocês quiserem saber mais sobre ela e ter um gostinho de sua escrita, ela escreve textos incríveis no Blog Ensaiando. Vale muito a pena conferir.

12 junho 2018

Resenha: Entre Quatro Paredes ♥ B. A. Paris

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Foto: Divulgação/Entre Quatro Paredes
tulo: Entre Quatro Paredes
Autor: B. A. Paris
Editora: Record
Páginas: 266

   Olá pessoas lindas, hoje trago para vocês a resenha desse suspense maravilhoso, que eu adorei e acredito que vocês vão gostar também!

   Medo; palavra chave para esse livro, tudo nessa história gira em torno do medo, pânico, claustrofobia e adjetivos afins. As vezes, não sei quem é o protagonista desse livro, se é Grace ou o medo que a acompanha constantemente. Eu, definitivamente, não conseguiria viver o que ela viveu e ainda manter a lucidez..

   Mas chega de divagações e "bora" para a resenha desse livro fantástico: o livro tem um início leve, com um jantar entre amigos e apresentação do casal principal de nossa história: Grace e Jack, que demonstram serem o casal perfeito, vivendo uma vida cor de rosa que todos aspiram. Lembro-me que quando estava lendo essa parte, achei-a meio estranha, pois ninguém tem um romance tão perfeito e o casal ostentavam isso. Mas enfim, essa parecia ser a vida deles e a minha era continuar lendo o livro para ver o desenrolar da história.

   Infelizmente eu estava certa, a vida de Grace que é a real protagonista desse livro muda drasticamente depois que ela se casa com Jack. Se antes do casamento ele era o perfeito cavalheiro, o verdadeiro príncipe que todas as mulheres desejam, depois do casamento ele se transforma no mais asqueroso sapo.

   Jack é um advogado muito bem sucedido, que advogava em prol de vítimas de maridos violentos e nunca tinha perdido uma causa. Para todos ele era o exemplo de cidadão, colega, amigo, esposo, a ser seguido. Mas quem era Jack realmente? Na melhor das definições, um lobo em pele de cordeiro. Era um homem mau, perverso, frio e calculista. O que ele mais gostava? De colocar medo nas suas vítimas. Ele adorava ver e sentir o medo das outras pessoas, o cheiro do medo o encantava, o viciava, enfim, Jack era uma criatura doente que sabia se esconder muito bem. 

   Essa "dupla personalidade" encantou Grace, que por sua vez é sutil, delicada, trabalhadora, independente e tem uma irmã que é um encanto: Millie, portadora da Síndrome de Down e personagem fundamental na trama. As duas se adoravam, tinham ótimos momentos juntas, mas moravam separadas. Voltando ao encantamento de Grace por Jack, isso se deu graças a Millie, que era o verdadeiro alvo de Jack, mas, enfim, Grace se apaixonou por Jack, e ambos combinaram de Millie vir morar com eles após o casamento.

   Grace e Jack se casaram e foram passar a Lua de Mel na Tailândia, e lá Jack se revela para Grace, que claro fica chocada, não querendo acreditar e sente medo, o que deixa Jack eufórico, mas a realidade é essa: Grace foi enganada! Ela tenta fugir de Jack, mas não consegue, Jack é muito esperto e ardiloso, sabe manipular muito bem as pessoas e situações.

   Falei acima que o alvo de Jack era Millie, pois é, e de fato Jack deixa isso bem claro para Grace, que fica ainda mais aterrorizada pois ele ainda acrescenta que preparou algo aterrorizante para Millie. Mas ainda estou na dúvida se é somente o medo que ele quer infringir em Millie, ou se tem outro motivo para tanta perversão. Fiquem atentos a essa parte leitores!

   Bom...Grace não consegue fugir de Jack, vive aterrorizada 24 horas por dia, temendo por sua segurança e de Millie. Tem dias que ela enxerga uma luz no final do túnel, mas a maior parte do tempo, ela está acompanhada do medo.

    A solução vem de onde menos se espera, mas chegou finalmente!

   Hora de me calar, não quero estragar a surpresa de ninguém, pois vale a pena ser pego pelo inesperado, apenas acrescento que Grace sempre teve ao seu lado um "Anjo da Guarda", tão perto dela, mas ela nunca desconfiou de tal personagem, nem eu desconfiei, e duvido q vocês desconfiem!!!

   Fico por aqui, torcendo para que vocês gostem do livro tanto quanto eu! Até pessoal!!!