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Resenha: Filme Para Todos os Garotos que já Amei/To All The Boys I've Loved Before

17 agosto 2018

Foto: Divulgação/Filme Para Todos os Garotos que já Amei
Título: Para Todos os Garotos que já Amei
Direção: Susan Johnson
Tempo de duração: 1h e 39m
Gênero: Comédia Romantica

   Estreou hoje na Netflix a adaptação do livro escrito por Jenny Han, Para Todos os Garotos que já Amei. Muitos leitores estavam muito ansiosos pela adaptação e confesso que quando acordei hoje de manha fui correndo assistir e sabe quando você fica tão apaixonado que quer logo compartilhar com as pessoas? Pois é, não pude esperar nem mais um instante pra conversar e indicar esse filme pra vocês.

   Lara Jean é uma garota de 16 anos, tímida, que nunca namorou, mas isso não impedi que ela se apaixone tão profundamente por alguém que sem saber o que fazer coloca esse sentimento no papel em forma de cartas. Ao todo ela escreveu cinco cartas, cinco garotos por quem se apaixonou e que nem fazem ideia do que ela sentiu já que ela nunca teve intenção de enviar alguma delas, elas são secretas e estão bem guardadas em uma caixinha que a mãe lhe deu antes de falecer.

Foto: Reprodução/Filme Para Todos os Garotos que já Amei
   Ela, o pai e as duas irmãs são muito ligados e agora que a irmã mais velha vai pra faculdade na Escócia, ela sabe que vai ter um ano difícil na escola sem sua companhia, mas ela não imaginava o quanto seria difícil, pois as cartas são enviadas e ela não sabe o que fazer. Uma carta em especial a preocupa, seu melhor amigo e namorado da irmã também vai receber uma e para que os outros garotos acreditem que ela não está mais apaixonada por eles vai começar um namoro falso com Peter.

    O acordo vai ser bom para ambos já que Peter quer fazer ciúmes na ex-namorada, mas eles vão perceber que se sentem bem na companhia um do outro e vão se divertir muito juntos. 

   Para Todos os Garotos que já Amei, além de divertido é muito fofo, Lara é bagunceira, adora ler, é ingênua e acaba se metendo em confusão. Amei a relação de Lara com as irmãs e com o pai, apesar de não ser um relacionamento que foi muito abordado no filme, ainda sim é bem gostosinho de assistir.

   O foco é Lara Jean, seus dilemas e o romance. Depois que ela começa a namorar Peter há uma evolução da personagem e é como se ela se abrisse para novas descobertas, já que ela é muito fechada em si mesma e não consegue se expressar, principalmente por medo de perder alguém que ela realmente ama, assim como perdeu a mãe.

   Foi um filme delicioso de assistir, gostei da interpretação dos atores e talvez, por me identificar com a protagonista, eu tenha gostado tanto dessa adaptação. Enfim, eu indico esse filme para todos, garanto que vai dar pelo menos algumas risadas e indico também o livro. Lembrando que essa adaptação é referente apenas ao primeiro livro da trilogia escrita por Jenny Han, então podemos aguardar mais surpresas vindo por ai.

Foto: Divulgação/Filme Para Todos os Garotos que já Amei

Tag dos 50%: Melhores e piores de 2018 (até agora)

07 agosto 2018

Foto: Creative Commons
   Oi meus amores, como vocês estão? 

   Hoje eu, finalmente, trouxe minhas respostas para a Tag dos 50%. Sei que estou atrasada, afinal, já estamos em agosto, mas é uma tag que amo demais e aproveitei a oportunidade para gravar meu primeiro vídeo.

   Claro que considerei apenas os livros lidos até o final de junho, ainda sim foi bem difícil responder a maioria das perguntas, eu li 35 livros nesse primeiro semestre e a maioria das minhas leituras foram positivas.

   Quem traduziu a Tag pro Brasil foi o Vitor do Geek Freak e se vocês quiserem ver o vídeo dele basta clicar aqui.

   Caso alguém queira responder essa Tag também, vou deixar todas as perguntas aqui.

Resenha: A Luz que Perdemos ♥ Jill Santopolo

04 agosto 2018

Foto: Divulgação/A Luz que Perdemos
tulo: A Luz que Perdemos
Autor: Jill Santopolo
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

   Em A Luz que Perdemos, Lucy Carter e Gabriel Samson se conhecem no dia da tragédia de 11 de setembro de 2001, os jovens estavam na faculdade em Nova York bem perto das Torres Gêmeas, juntos, enquanto observavam a fumaça que subia dos edifícios. 

   Nossos personagens se conhecem nesse trágico dia e diante de toda destruição prometem fazer coisas relevantes em suas vidas, ajudar pessoas, enfim, fazer a diferença, mas apesar de parecer existir uma ligação forte entre eles, nesse mesmo dia Gabe volta com a namorada e eles seguem caminhos diferentes. 

Resenha: O Homem de Giz ♥ C. J. Tudor

02 agosto 2018

Foto: Andy Vieira/Arquivo pessoal
Título: O Homem de Giz
Autor: C. J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 272


"A maioria das pessoas faz coisas ruins em algum momento da vida, coisas que gostariam de reverter, coisas das quais se lamentam. Todo mundo erra. Todo mundo tem o bem e o mal dentro de si. Só porque alguém faz algo terrível isso deve ofuscar todas as coisas boas que fez anteriormente? Ou há coisas tão ruins que nenhum ato de bondade pode redimir?"

Resenha: Tudo e Todas as Coisas ♥ Nicola Yoon

06 julho 2018

Foto: Blog Sai da Minha Lente
Título: Tudo e Todas as Coisas
Autor: Nicola Yoon
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304

"Na verdade, há apenas uma única coisa que eu desejo: uma cura mágica que me permita sair correndo, livre, por aí, como um animal selvagem, mas nunca fiz esse pedido porque sei que é impossível."

   Madeline Whittier é portadora de IDCG, uma doença rara que faz com que sua imunidade seja quase inexistente, basicamente, ela é alérgica a tudo. 

Resenha: Filme O rei do Show/ The Greatest Showman

04 julho 2018

Foto: Divulgação/Filme O Rei do Show
Título: O Rei do Show/The Greatest Showman
Direção: Michael Gracey
Tempo de duração: 1h e 44m
Gênero: Musical

   Fazia um bom tempo que me empolgava tanto com um filme, confesso que me surpreendi muito e não sei como ouvi falar tão pouco sobre O Rei do Show. Apesar de não ser muito fã de musicais, o trailer desse filme chamou muito a minha atenção e apesar de só ter conseguido ver esse filme agora, não me decepcionei.

Entrevista com a autora nacional Nina Spim

30 junho 2018



   Oi meus amores, hoje eu trouxe pra vocês uma entrevista muito especial, com uma autora brasileira que conquistou o meu coração. Se vocês acompanharam as últimas resenhas sabem que tive uma experiencia deliciosa com a escrita da autora Nina Spim e que ela aborda temas incríveis como depressão.
   
   A Nina é uma fofa e eu amei entrevistá-la. Tenho certeza que se você não a conhece ainda, vai terminar essa entrevista querendo ler pelo menos um de seus contos.


   Quando você começou a escrever e o que te inspirou?

   Eu escrevo desde os onze anos, mas percebi que poderia seguir essa área a partir dos dezoito, quando comecei a publicar fanfics e a receber feedbacks positivos. De início, eu me inspirava muito na Meg Cabot, que foi uma autora muito importante para eu começar a encontrar a minha voz na literatura. 

   Você escreve sobre temas bem variados e que, geralmente, não vemos ser retratados na literatura, como a deficiência visual e depressão. O que te motivou a escrever sobre esses temas?

   Caleidoscópio, que fala sobre a deficiência visual e Imersão, que fala sobre a depressão, foram escritos para o Brasil em Prosa/2015 e eu quis abordar assuntos diferentes para não cair na "mesmice", então, essa foi a motivação: me distanciar do óbvio.

   Quais os temas que mais gosta de abordar?

   Depende do que os personagens me apresentam. Confesso que não tenho muito controle sobre os assuntos que escrevo, eles vão aparecendo conforme a necessidade dos personagens e das histórias. Mas, ultimamente, tenho investido bastante na saúde mental, porque sei da importância que é dizer que é possível encontrar esperança, por mais difícil que seja e por mais solitário que você se sinta.

   Nos seus contos há bastante diversidade, por isso é fácil se sentir representado, além disso, você passa bastante verdade com o que escreve. Essa realidade que você consegue transmitir para o leitor é consequência de experiências pessoais? Você pesquisa muito sobre os temas que vai abordar? 

   É meio impossível não escrever sobre algo que passei ou que conheci, porque essas experiências ajudam muito no processo, mas a pesquisa é sempre a maior parte da escrita. E eu bato muito nessa tecla: não existe livro sem pesquisa, porque a literatura não é mera imaginação. Se você quer passar verdade, precisa estudar sobre o que está escrevendo. 

   Você se inspira em algum autor ou em alguém para escrever seus contos? Qual seu autor favorito?

   Não. Eu encontrei a minha voz na literatura com a ajuda de muitos escritores, mas hoje não me inspiro em ninguém. Hoje, minha autora favorita é a Virginia Woolf, mas não acredito que me inspire nela para escrever.

   Os contos que mais me marcaram foram os que falaram de depressão. Como foi falar sobre isso? Como você se sente ao saber que esses contos fazem com que pessoas que passaram por isso (como eu) se sintam representadas e menos solitárias em sua dor? 

   Foi bem doloroso, porque é, também, expressar sobre algo que eu reconheci em mim mesma há algum tempo. Eu escrevo sobre o assunto justamente para surtir essa representatividade e para lembrar que existe esperança, apesar de parecer muito difícil. E que, claro, ninguém precisa carregar tudo isso dentro de si sozinho. 

   De onde vem os personagens? De alguma forma se relacionam com alguém que conhece?

   Muito pouco. Sou mais de pinçar características breves e específicas de alguém, mas nunca escrevo 100% sobre pessoas que conheço ou conheci.

   Enquanto está escrevendo, você partilha suas histórias com mais alguém? Pede conselhos?

   Sim, com amigas que também escrevem e em quem confio.

   Como é seu processo de escrita? Você prefere o silêncio ou uma música? Quanto tempo dedica a isso?

   Eu sou a louca das músicas instrumentais, então, utilizo-as com muita frequência. Eu tento me dedicar por pelo menos meia hora por dia, mas confesso que nem sempre cumpro a meta.

   Qual conto ou livro de sua autoria é seu favorito ou com qual você se identifica mais?

   Eu tenho um apreço gigante por Sutilmente, porque é uma história que me trouxe muitas alegrias e que eu tive que me empenhar mais para encontrar o tom adequado. 

   Como você se mantém inspirada e o que faz quando passa por um bloqueio criativo?

   Eu faço caminhadas e medito. Geralmente, essas coisas "limpam" a minha mente e me fazem pensar melhor, com mais foco. 


   Espero do fundo do coração que tenham gostado da entrevista. Se quiserem ver a resenha dos contos da Nina é só acessar os links abaixo.



Resenha: Conto Outra Vez ♥ Carolina Gama

26 junho 2018


   Quem acompanha o blog sabe que sou apaixonada por contos e quando recebi a proposta da Carolina Gama para ler seu conto e fazer uma resenha pra vocês, claro que fiquei super empolgada pra começar essa leitura. 

   Outra Vez é bem curtinho, mas nas poucas 32 páginas a autora nos apresenta Juliana, uma garota comum, focada nos estudos e fechada em si mesma. Conhecemos a rotina da personagem e somos introduzidos aos seus pensamentos e sentimentos.
   A garota mora sozinha e tudo parece normal em sua vida, até o momento em que em uma aula da faculdade ela percebe um garoto que a olha diferente e ao se aproximar da personagem afirma não somente conhece-la, mas ser seu namorado. Claro que nossa primeira reação é achar esse cara completamente louco, mas ele sabe coisas sobre Juliana que ela nem poderia imaginar e vai por a prova tudo que ela sabe sobre si mesma.

   O que aconteceu? Quem é esse Marcos? Como ele sabe tanto sobre ela? Será que ele é realmente quem diz ser? 

   Essas são perguntas que vocês só irão descobrir lendo esse conto e aproveitem que ele está disponível gratuitamente pelo kindle unlimited e o preço do ebook está bem baratinho na Amazon, é só clicar aqui para adquirir.

   É um conto bem gostosinho, de se ler rapidinho e que deixa aquele gostinho de quero mais quando terminamos. Quem sabe não pode virar um livro?

   A autora é uma fofa e se vocês quiserem saber mais sobre ela e ter um gostinho de sua escrita, ela escreve textos incríveis no Blog Ensaiando. Vale muito a pena conferir.

Resenha: Entre Quatro Paredes ♥ B. A. Paris

12 junho 2018


Foto: Divulgação/Entre Quatro Paredes
tulo: Entre Quatro Paredes
Autor: B. A. Paris
Editora: Record
Páginas: 266

   Olá pessoas lindas, hoje trago para vocês a resenha desse suspense maravilhoso, que eu adorei e acredito que vocês vão gostar também!

   Medo; palavra chave para esse livro, tudo nessa história gira em torno do medo, pânico, claustrofobia e adjetivos afins. As vezes, não sei quem é o protagonista desse livro, se é Grace ou o medo que a acompanha constantemente. Eu, definitivamente, não conseguiria viver o que ela viveu e ainda manter a lucidez..

   Mas chega de divagações e "bora" para a resenha desse livro fantástico: o livro tem um início leve, com um jantar entre amigos e apresentação do casal principal de nossa história: Grace e Jack, que demonstram serem o casal perfeito, vivendo uma vida cor de rosa que todos aspiram. Lembro-me que quando estava lendo essa parte, achei-a meio estranha, pois ninguém tem um romance tão perfeito e o casal ostentavam isso. Mas enfim, essa parecia ser a vida deles e a minha era continuar lendo o livro para ver o desenrolar da história.

   Infelizmente eu estava certa, a vida de Grace que é a real protagonista desse livro muda drasticamente depois que ela se casa com Jack. Se antes do casamento ele era o perfeito cavalheiro, o verdadeiro príncipe que todas as mulheres desejam, depois do casamento ele se transforma no mais asqueroso sapo.

   Jack é um advogado muito bem sucedido, que advogava em prol de vítimas de maridos violentos e nunca tinha perdido uma causa. Para todos ele era o exemplo de cidadão, colega, amigo, esposo, a ser seguido. Mas quem era Jack realmente? Na melhor das definições, um lobo em pele de cordeiro. Era um homem mau, perverso, frio e calculista. O que ele mais gostava? De colocar medo nas suas vítimas. Ele adorava ver e sentir o medo das outras pessoas, o cheiro do medo o encantava, o viciava, enfim, Jack era uma criatura doente que sabia se esconder muito bem. 

   Essa "dupla personalidade" encantou Grace, que por sua vez é sutil, delicada, trabalhadora, independente e tem uma irmã que é um encanto: Millie, portadora da Síndrome de Down e personagem fundamental na trama. As duas se adoravam, tinham ótimos momentos juntas, mas moravam separadas. Voltando ao encantamento de Grace por Jack, isso se deu graças a Millie, que era o verdadeiro alvo de Jack, mas, enfim, Grace se apaixonou por Jack, e ambos combinaram de Millie vir morar com eles após o casamento.

   Grace e Jack se casaram e foram passar a Lua de Mel na Tailândia, e lá Jack se revela para Grace, que claro fica chocada, não querendo acreditar e sente medo, o que deixa Jack eufórico, mas a realidade é essa: Grace foi enganada! Ela tenta fugir de Jack, mas não consegue, Jack é muito esperto e ardiloso, sabe manipular muito bem as pessoas e situações.

   Falei acima que o alvo de Jack era Millie, pois é, e de fato Jack deixa isso bem claro para Grace, que fica ainda mais aterrorizada pois ele ainda acrescenta que preparou algo aterrorizante para Millie. Mas ainda estou na dúvida se é somente o medo que ele quer infringir em Millie, ou se tem outro motivo para tanta perversão. Fiquem atentos a essa parte leitores!

   Bom...Grace não consegue fugir de Jack, vive aterrorizada 24 horas por dia, temendo por sua segurança e de Millie. Tem dias que ela enxerga uma luz no final do túnel, mas a maior parte do tempo, ela está acompanhada do medo.

    A solução vem de onde menos se espera, mas chegou finalmente!

   Hora de me calar, não quero estragar a surpresa de ninguém, pois vale a pena ser pego pelo inesperado, apenas acrescento que Grace sempre teve ao seu lado um "Anjo da Guarda", tão perto dela, mas ela nunca desconfiou de tal personagem, nem eu desconfiei, e duvido q vocês desconfiem!!!

   Fico por aqui, torcendo para que vocês gostem do livro tanto quanto eu! Até pessoal!!!

Resenha: O Gato na Àrvore ♥ Marco Antonio Martire

18 maio 2018

Foto: Andy Vieira/Divagações de Leitora

tulo: O Gato na Arvore
Autor: Marco Antonio Martire
Editora: Moinhos
Páginas: 128
Avaliação:★★

   Eu sempre amei ler crônicas, esse gênero literário de narrativa curta que trata de acontecimentos corriqueiros do dia a dia sempre chamou minha atenção, lia muito em minha época escolar, mas com o tempo parei de ler, priorizando outras leituras.

   Confesso que tinha um bom tempo que não lia uma crônica sequer e quando o livro O Gato na Árvore chegou aqui em casa fiquei muito curiosa para começar a leitura e retomar esse gênero que me lembra tanto a infância.

   Para ser bem sincera foi um livro do qual gostei bastante e não só pela escrita do autor Marco Antonio Martire, mas por me reconectar com essa escrita do cotidiano que transforma coisas pequenas e que muitas vezes não prestamos muita atenção, em algo interessante, em críticas e reflexões sobre a vida.

   O livro traz 48 crônicas pequenas e de leitura leve e prazerosa. Ele traz memorias de infância, fala sobre internet, relacionamentos, expectativas e a sensação é a de estar frente a frente com o autor enquanto ele nos conta essas pequenas histórias do dia a dia.

   O autor tem uma escrita inteligente, divertida e que me prendeu bastante. Um bom livro para quem quer começar a ler e para quem já tem esse hábito e gostaria de uma leitura rápida e descontraída. Considero também uma ótima opção para se trabalhar em sala de aula e introduzir o gosto pela leitura, afinal são bem curtinhos, fáceis de ler, mas possuem um conteúdo maravilhoso e reflexivo.
    
   Onde comprar?

   Contato do autor:

   Livro disponibilizado pela:
Oasys Cultural

   

Resenha: Contos Invisível e Imersão ♥ Nina Spim

17 maio 2018


   Quando comecei a ler os contos da Nina que falavam sobre depressão já sabia que iriam mexer muito comigo, mas não imaginava o quanto essa experiência seria especial pra mim. 




   Invisível nos conta a história de uma mulher devastada, angustiada e presa em si mesma. O conto traz com maestria os sentimentos da personagem, o vazio , a vontade de dizer ou fazer algo e a incapacidade de realmente fazê-lo. Ela deixou de se importar, de sentir e toda essa dor à sufoca.

   Confesso que pude me sentir no lugar dela, Nina faz isso muito bem, ela nos coloca no lugar da personagem, nos transmiti todos os sentimentos e faz com que a gente se importe.

   Nós acompanhamos a personagem no momento em que fica claro o quanto ela precisa de ajuda, é importante as pessoas saberem que não é errado fazer terapia e pedir socorro. Nossa personagem começa a terapia e não tem aquela ilusão de que vai ser fácil se recuperar, pelo contrário, o conto mostra a resistência da personagem no início e como a melhora vem aos poucos, um dia de cada vez.


   E então eu li Imersão e simplesmente ainda não sei direito o que falar sobre esse conto, ele me tocou de uma forma única e devastadora, talvez por eu ter me identificado tanto com a história.

   Nesse conto temos um casal. A narrativa se desenrola enquanto eles ainda estão na cama, de manhãzinha e temos o ponto de vista de Caio. Após um aborto a esposa Lou entra em depressão e vemos o quanto esses dias tem sido difíceis para esse casal.

   É um conto extremamente sensível e que em poucas linhas nos mostra o quanto é desesperador ver a pessoa que amamos sufocada, transtornada, lutando contra esse mal invisível que é a depressão. Além disso é lindo ver o quanto Caio apoia a esposa.

   Ambos os contos mostram a doença de forma verdadeira, dolorosa. É um tema que acredito que precisa ser retratado, é muito importante falarmos da depressão e entendermos o quanto é difícil pra uma pessoa passar por algo assim. Não é frescura, não é falta de alguma coisa, é uma dor torturante que impossibilita a pessoa até de fazer o que ela ama e o apoio das pessoas ao redor é muito importante, é importante para quem passa por isso saber que nos importamos, que ela não está sozinha.

   Com certeza Nina me encantou com sua escrita, me emocionou profundamente e indico esses contos para todas as pessoas, inclusive, Imersão se tornou o meu conto favorito.

 
Leia também a Resenha de Caleidoscópio, da mesma autora.

 Onde encontrar o conto:
   Amazon
   Imersão
   Invisível

   Contato da autora:
   Blog Nina é Uma
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