m/glpbb7a/odhnldmus/postagensrelacionadasparablog.js' type='text/javascript'/>

26 janeiro 2017

Resenha: Festa no Covil ♥ Juan Pablo Villalobos

| |

Foto: Divulgação/Festa no Covil

Título: 
Festa no Covil
Autor: Juan Pablo Villalobos
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 96
Avaliação:★★

"Hoje estou chateado até o desespero mais fulminante. Estou chateado porque não saio do palácio e porque todos os dias são iguais."


   Tochtli é um garotinho solitário que vive em uma mansão isolada que ele chama de palácio, seu pai Youcalt é um poderoso traficante mexicano conhecido como El Rey e que faz todas as vontades do filho; o garoto possui tudo que deseja (inclusive um mini zoológico particular) e tem gostos muito peculiares, coleciona chapéus, lê o dicionário todas as noites e está obcecado em ter um hipopótamo anão da Libéria.


   Tochtli passa os dias jogando vídeo-game, investigando pequenos mistérios e tendo aulas particulares, rodeado de muita segurança, violência e crimes; ele é privado do contato com o mundo lá fora e com crianças de sua idade, conhecendo cerca de apenas quatorze pessoas.

   O pai é obcecado em proteger o filho e em torná-lo o homem que ocupará seu lugar; ele faz o filho assistir execuções, o proíbe de chorar, não deixa que ele lhe chame de pai e brinca com ele de um jogo inusitado onde tentam adivinhar quantos tiros são necessários para matar alguém.

   Todo o ambiente em que o garoto está inserido nos é mostrado através de sua visão inocente, ele é alheio com o que acontece ao seu redor e quer apenas contar a própria história, para ele as coisas são como são, é um personagem muito inteligente mas ingênuo como qualquer criança e a narrativa se torna muito sutil por nos ser apresentava por ele.

   O livro é real e ao mesmo tempo engraçado a medida que vemos os desejos mais absurdos  de Tochtli serem atendidos. É um livro maravilhoso, de leitura rápida e crítico, onde fatos pesados são narrados com suavidade. 


“Alguém devia inventar um livro que dissesse o que está acontecendo nesse momento, enquanto você lê. Deve ser mais difícil de escrever que os livros futuristas que adivinham o futuro. Por isso não existe. E aí a gente tem que investigar na realidade.”